A torcida fez sua parte. Compareceu em grande número ao Morumbi, mesmo
com algumas partes das arquibancadas vazias, graças aos shows que serão
realizados no estádio tricolor.
Mais do que ver o São Paulo em campo, o torcedor queria mesmo rever e reverenciar Muricy Ramalho.
Com direito a mensagens no placar eletrônico, camisa personalizada e
muitos gritos, Muricy entrou em campo com o time modificado. Três
zagueiros, Rodrigo Caio como líbero, Maicon no meio e Weliton no ataque
engrenaram o tricolor que tinha PH Ganso como único armador.
No primeiro tempo foram 13 finalizações contra apenas uma da Ponte Preta.
E apesar do placar zerado, o São Paulo deixou boa impressão. Na segunda
etapa, Luis Fabiano tratou de aliviar o sofrimento logo aos 3 minutos,
com passe açucarado de Ganso.
A Ponte apertou, tentou ir pra cima, mas a defesa se portou bem, apesar
das falhas constantes de Paulo Miranda e da tola expulsão do volante
Denílson no fim de jogo.
Placar magro, bem no estilo Muricy, mas suficiente para garantir a
primeira vitória do tricolor sob o comando do eterno tricampeão
brasileiro.
Na saída de campo, detalhe curioso. O capitão Rogério Ceni preferiu
enaltecer mais Paulo Autuori do que o próprio Muricy. Sinal de respeito
aos comandantes que mais ganharam títulos com o São Paulo nos últimos
anos.
O caminho tricolor é longo. A zona de rebaixamento ainda é realidade , o
futebol não é para encher os olhos, mas quem dúvida do potencial e a
motivação do time com a chegada de Muricy. Trabalho, meu filho, trabalho
pela frente!
Olá caro visitante, aqui vc poderá acompanhar o mundo do futebol e suas notícias, fique avontade para comentar, sugerir etc...
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
114 pontos e 150 gols
O Santos jogou de igual para igual com o Corinthians, o time melhor
ajeitado do Brasil há alguns anos. A rigor o Santos até mereceu ganhar. O
mesmo Santos que há poucos dias foi humilhado pelo Barcelona. Os 8 a 0
mostraram bem a diferença de uma equipe para outra. Contra o Barcelona, o
Santos foi insignificante. Diante do Corinthians quase ganhou.
Viajando, um pouco, fiquei imaginando o Barcelona disputando o
Campeonato Brasileiro. Não é difícil a projeção. Vitória em todos os
jogos com média superior a 3 gols por partida. Nunca teremos como
comprovar. Fica na teimosia ou na dedução. Mas, uma coisa é evidente,
não há termos de comparação. O mesmo time, que foi um ratinho contra o
Barça, virou ratão contra o acertadíssimo Corinthians. Já falamos,
várias vezes, da lentidão na transição dos vários setores das nossas
melhores equipes, além da metodologia, quase sempre inadequada. Aí vem
a seleção do Felipão, brilha e goleia a Espanha. Tudo que fora dito
caiu por terra. Uma pena. Apesar dos indiscutíveis 3 a 0 na final da
Copa dos Confederações, o Brasil está anos luz atrás dos espanhóis. Mas a
cegueira do fanatismo não consegue admitir que fomos ultrapassados.
Nossa realidade esteve presente no Barcelona x Santos, escancarada para
todo mundo. Agora há esse encontro com o Corinthians para que a gente
sinta, novamente, a desigualdade. É só querer olhar. Prestando mais
atenção.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
O novo dono da América
O futebol dá sinais que, enquanto a razão refuta, o coração cultiva.
Quando Ferreira, aos 38 do segundo tempo, escorregou depois de se livrar
do goleiro Vitor diante do gol vazio, foi um indício de que a noite
seria mesmo do Atlético. Os céticos agora devem estar torcendo o nariz,
porém a sorte também faz parte do jogo. Sorte que tem acompanhado o
competente Atlético durante toda a Libertadores. Aos 41,
quando Leonardo Silva meteu a cabeça na bola pra fazer dois a zero, as
dúvidas ficaram ainda menores. Vieram os 30 minutos de prorrogação e um
misto de esperança e apreensão tomou conta do milionário Mineirão –
renda de 14 milhões de Reais, um recorde. Com um homem a
mais em campo, fruto da expulsão de Manzur no final do segundo tempo,
era só tocar a bola com carinho e jogá-la na área. Aos oito do tempo
extra, Rever acertou a trave depois de um cruzamento; Alecsandro teve
outra chance fantástica no finalzinho, mas não teve jeito. Decisão por
pênaltis. Era torcer pra que Victor pudesse repetir as defesas
salvadoras protagonizadas contra o Tijuana, nas quartas, e Newell`s nas
semi. Logo na primeira cobrança, com os pés, ele fez jus à expectativa e
pegou o chute de Miranda. Quando Gimenez acertou a trave na última
cobrança do Olímpia, acabou o sofrimento. Atlético campeão com toda
justiça. E por falar em justiça, menção especial ao técnico Cuca.
Rotulado de azarado, ele agora tem seu nome grafado entre os melhores e
está no seleto grupo dos campeões da América!
terça-feira, 16 de julho de 2013
Mais um título para Tite e Cia
A taça pode até não ter o maior dos prestígios, mas título é sempre
digno de comemorações e o Corinthians o fez com méritos. O campeão da
Libertadores 2012 é agora também campeão da Recopa Sul-Americana. É o
quarto título internacional oficial do clube bicampeão do mundo e,
inegavelmente, há um sabor especial nesta conquista, afinal impôs a
derrota ao maior rival no momento: o São Paulo.
Superior nos dois jogos, o Corinthians mereceu o título que lhe garante mais tranquilidade e confiança para brigar pelo que ainda resta na temporada – a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Força e qualidade não faltam. Uma sequência natural para um trabalho competente pautado no planejamento.
Já do lado são-paulino, a esperança de melhorar a autoestima se esvaiu com os gols de Romarinho e Danilo. Já são seis derrotas seguidas – a segunda sob a batuta de Paulo Autuori – e nove jogos sem vitórias. Obviamente ainda não houve tempo para que o novo comandante pudesse impor sua marca, porém o momento ratifica a tese de que a crise tricolor vai além das táticas e das estratégias implantadas por treinadores. A gestão do clube está em xeque, embora o gestor não admita responsabilidade. Há tempos o São Paulo deixou de ser referência administrativa.
Ficou difícil para o Atlético
Um gol de falta no minuto final, o segundo do Olímpia, pode ter acabado com o sonho do Atlético de vencer a Libertadores pela primeira vez na história. É verdade que a decisão será em BH, onde o time de Cuca contará com o apoio da massa atleticana; é indiscutível, porém, que o time paraguaio é osso duro de roer e o Galo vai precisar de nervos de aço para fazer uma diferença de três gols – ou pelo menos dois pra levar a decisão aos pênaltis. Difícil, muito difícil.
Superior nos dois jogos, o Corinthians mereceu o título que lhe garante mais tranquilidade e confiança para brigar pelo que ainda resta na temporada – a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Força e qualidade não faltam. Uma sequência natural para um trabalho competente pautado no planejamento.
Já do lado são-paulino, a esperança de melhorar a autoestima se esvaiu com os gols de Romarinho e Danilo. Já são seis derrotas seguidas – a segunda sob a batuta de Paulo Autuori – e nove jogos sem vitórias. Obviamente ainda não houve tempo para que o novo comandante pudesse impor sua marca, porém o momento ratifica a tese de que a crise tricolor vai além das táticas e das estratégias implantadas por treinadores. A gestão do clube está em xeque, embora o gestor não admita responsabilidade. Há tempos o São Paulo deixou de ser referência administrativa.
Ficou difícil para o Atlético
Um gol de falta no minuto final, o segundo do Olímpia, pode ter acabado com o sonho do Atlético de vencer a Libertadores pela primeira vez na história. É verdade que a decisão será em BH, onde o time de Cuca contará com o apoio da massa atleticana; é indiscutível, porém, que o time paraguaio é osso duro de roer e o Galo vai precisar de nervos de aço para fazer uma diferença de três gols – ou pelo menos dois pra levar a decisão aos pênaltis. Difícil, muito difícil.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
O menino Neymar escolheu seu rumo
O maior craque brasileiro não resistiu. O menino que vive no coração do
mais bem pago profissional deste país se rendeu ante aquela que terá
sido uma de suas mais fortes emoções.
Ao ouvir o Hino Nacional, por um instante, Neymar voltou a ser amador. Para o garoto jogador/torcedor santista foi muito forte o impacto do cair da ficha.
Jovem craque, jovem pai, jovem amor de tantas torcidas aqui e no mundo, balançou ante a dureza de cumprir seus últimos noventa minutos com a primeira camisa de futebol que vestiu na vida.
Ao fim de uma fase linda de sua curta e extraordinária carreira, Neymar é agora, no Barcelona, mais um ídolo brasileiro dotado de enorme sentimento de amor. Amor à bola que o tornou rico e famoso; amor ao Santos, que o criou para o mundo da bola; amor ao Barcelona – como não? – que ele guardou para sí até o momento de declarar sua escolha
Fenômeno, Neymar não foi mera preferência de um outro grande clube; ele é que escolheu ser Barça…
Ao ouvir o Hino Nacional, por um instante, Neymar voltou a ser amador. Para o garoto jogador/torcedor santista foi muito forte o impacto do cair da ficha.
Jovem craque, jovem pai, jovem amor de tantas torcidas aqui e no mundo, balançou ante a dureza de cumprir seus últimos noventa minutos com a primeira camisa de futebol que vestiu na vida.
Ao fim de uma fase linda de sua curta e extraordinária carreira, Neymar é agora, no Barcelona, mais um ídolo brasileiro dotado de enorme sentimento de amor. Amor à bola que o tornou rico e famoso; amor ao Santos, que o criou para o mundo da bola; amor ao Barcelona – como não? – que ele guardou para sí até o momento de declarar sua escolha
Fenômeno, Neymar não foi mera preferência de um outro grande clube; ele é que escolheu ser Barça…
A prática melhor que o discurso
Luiz Felipe Scolari chamou os 23 para a Copa das Confederações. Um ou
outro pode reclamar, questão de gosto pessoal ou de desconhecimento
maior sobre algum jogador, mas no todo, o grupo é bom. Não sei se haverá
tempo para mudar um time competitivo, já que um mês é nada. Eu, porém,
mudaria bem pouco do que ele chamou.
Fiquei feliz com os volantes. O discurso de volantes brucutus me assustou. Nada é mais antiguado no futebol, do que o cara que só marca e não sabe o que fazer com a bola recuperada. Na prática vieram Luiz Gustavo, que joga muito, marca e distribui bem o jogo, com lançamentos curtos ou longos, Hernanes, que chega bem e bate forte da entrada da área, além de fazer bons lançamentos. Paulinho, volante de mais de 10 gols em média, por ano, e o garoto Fernando o menos hábil de todos, no entanto longe de ser um grosso. Sabe o que faz com a bola, além de boas cobranças de faltas.
Convocou o moderno e dinâmico Jadson preterindo Ronaldinho Gaúcho, que fica estático na mobilidade maravilhosa do Galo e Kaká, longe do que já foi.
Legal,também, manter o Dante que consegue lugar seguro na máquina do Bayern e do regular Rever, invés do rápido, mas irregular, no momento, Dedé. Dá para montar um bom time.
O problema é correr contra o tempo e times já montados. Há que se apostar naqueles encaixes, que as vezes acontecem no futebol com um pouco de sorte e muito comprometimento. Vencer a Copa das Confederações não é questão de vida ou morte. Já, tirar a seleção brasileira do limbo, é sim, uma obrigação.
Fiquei feliz com os volantes. O discurso de volantes brucutus me assustou. Nada é mais antiguado no futebol, do que o cara que só marca e não sabe o que fazer com a bola recuperada. Na prática vieram Luiz Gustavo, que joga muito, marca e distribui bem o jogo, com lançamentos curtos ou longos, Hernanes, que chega bem e bate forte da entrada da área, além de fazer bons lançamentos. Paulinho, volante de mais de 10 gols em média, por ano, e o garoto Fernando o menos hábil de todos, no entanto longe de ser um grosso. Sabe o que faz com a bola, além de boas cobranças de faltas.
Convocou o moderno e dinâmico Jadson preterindo Ronaldinho Gaúcho, que fica estático na mobilidade maravilhosa do Galo e Kaká, longe do que já foi.
Legal,também, manter o Dante que consegue lugar seguro na máquina do Bayern e do regular Rever, invés do rápido, mas irregular, no momento, Dedé. Dá para montar um bom time.
O problema é correr contra o tempo e times já montados. Há que se apostar naqueles encaixes, que as vezes acontecem no futebol com um pouco de sorte e muito comprometimento. Vencer a Copa das Confederações não é questão de vida ou morte. Já, tirar a seleção brasileira do limbo, é sim, uma obrigação.
sábado, 18 de maio de 2013
Uma noite pra esquecer
O cenário era favorável. Casa cheia, torcida animada, time raçudo. Até
que Bruno tomou um gol daqueles de dar dó. Bola fraca, despretensiosa,
fácil; tão fácil que lhe escapou das mãos e deixou desolado um Pacaembu
que até então era festa. A torcida sentiu o baque, e o time também. As
limitações técnicas, antes compensadas pela disposição em campo, se
tornaram ainda mais evidentes.
O quadro piorou no segundo tempo quando Arce acertou um belo e forte chute de primeira pra marcar dois a zero. O Pacaembu se transformou num silêncio só. A torcida só acordou quando o árbitro marcou um pênalti duvidoso convertido por Souza. Renascia a esperança, mas ela se esvaiu rapidamente com o passar do tempo
Não deu para o Palmeiras. É hora de pensar na Série B. Lá existe a obrigação de que tudo dê certo.
O quadro piorou no segundo tempo quando Arce acertou um belo e forte chute de primeira pra marcar dois a zero. O Pacaembu se transformou num silêncio só. A torcida só acordou quando o árbitro marcou um pênalti duvidoso convertido por Souza. Renascia a esperança, mas ela se esvaiu rapidamente com o passar do tempo
Não deu para o Palmeiras. É hora de pensar na Série B. Lá existe a obrigação de que tudo dê certo.
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